segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A MORTE – COMO FALAR E AGIR COM AS CRIANÇAS

A morte é um assunto difícil para todos nós e é ainda mais confuso para as crianças, todavia, um dia precisaremos falar com eles sobre ela e quando isso acontecer eles vão precisar de todo o nosso apoio e sinceridade.
Não existe idade certa para tocar no assunto. O ideal é que se espere a necessidade, seja pelo falecimento de alguém conhecido ou a curiosidade. Aos quatro ou cinco anos as crianças começam a entender as relações da vida e a ter acesso maior às informações, antes disso orientamos que não se adiantem sobre o assunto – a não ser que seja necessário. O que se pode fazer é ir mostrando aos poucos o ciclo da vida. Comece com uma plantinha e vá mostrando como ela nasce, cresce, adoece e morre. Aquele feijãozinho plantado no algodão pode ser um ótimo aliado. A criança pode vivenciar a perda de seu animal de estimação e esse momento, apesar de sofrido é muito rico para que ela crie repertório diante da perda de alguém querido. Cantigas, livros infantis e filmes que tratam do assunto também ajudam.
Existem três pontos sobre a morte que as crianças precisam compreender:
-Tudo que é vivo um dia vai morrer.
-Quando se morre, não há volta.
-Depois de morto, o ser não corre, não dorme, não pensa, não age.
Sobre velórios e enterros não se pode forçar, mas na idade que sugerimos acima, elas podem se beneficiar ao participar junto aos adultos deste ritual de passagem. Explique com detalhes o que é um velório e um enterro e pergunte se ela quer ir. Nunca decida pela criança deixá-la de fora. Os rituais servem para que todos vivenciem melhor a despedida, inclusive os pequenos. Não se preocupe: os especialistas concordam que velórios e enterros não traumatizam as crianças.
Diante da necessidade de contar que alguém morreu, não esconda nada, muito menos invente histórias. Frases como “ele dormiu para sempre”, “descansou” ou “fez uma longa viagem” só vão confundir a cabeça infantil. Crianças levam tudo ao pé da letra e podem achar que a vovó vai acordar ou que todo mundo que viaja nunca volta.  É muito comum também usar a famosa “o vovô virou uma estrelinha”, o que pode levar a criança a acreditar nisso literalmente e ficar elaborando maneiras de chegar até lá. As crianças de até cerca de 10 anos não abstraem. O seu psiquismo em construção não consegue captar os conceitos subjetivos. Elas constroem os conceitos a partir do concreto.
Se a morte for por doença, a criança deve estar por dentro de todo o processo. Explique que a pessoa está doente e que é grave, lembre-a do ciclo da vida da plantinha. Quando tiver que dar a notícia, fale com calma, com acalento e use sempre a palavra ‘morte’ - isso é bastante importante. Se a morte for inesperada, aja da mesma maneira – nesses casos, todos estão sofrendo, por isso apoiem-se uns aos outros. Abra espaço para tirar todas as dúvidas que podem estar passando pela cabeça da criança. Não é necessário esconder as emoções, apenas observe se sua atitude não está sendo traumática.
E quando ela perguntar o que significa morrer? Primeiro, elabore seus próprios conceitos sobre a morte e sobre a possível continuidade da vida, porque só poderemos responder às crianças respeitando nossa própria verdade. Explique que nem todos pensam como papai e mamãe, fale sobre as versões de outras religiões, inclusive do ateísmo e lembre que é preciso respeitar todas elas. Mais uma vez vem o conselho de todos os especialistas: seja honesta!  Nem sempre você terá todas as respostas e quando não tiver busque-a junto com seu filho.
Durante o luto demonstre que, como ela, você também está sofrendo e sente saudades. Deixe que a criança fale sobre seus sentimentos e, acima de tudo, dê apoio e acolhimento. Garanta que ela nunca estará sozinha e sempre haverá alguém para cuidar dela. Isso porque o ente que se foi pode ser um dos pais ou a criança pode se sentir insegura ao pensar na mortalidade deles. Não exclua as crianças das conversas, da tristeza. Ouça o que elas têm pra falar ou peça para que desenhem o que estão sentindo.
É natural que os pequenos apresentem mudanças de comportamento depois que recebem a notícia da morte de alguém com quem convivem. Além do choro e da raiva, alguns apresentam dificuldades na escola, hiperatividade ou até ficam doentes. Considere a ajuda de um psicólogo e até da escola. É importante que a criança sinta que tem o apoio e a atenção dos colegas e dos professores.
Assim como acontece conosco, a memória afetiva nunca vai desaparecer. Depois de certo tempo, todos nós alcançaremos o chamado luto saudável, quando se percebe que é possível se lembrar do ente querido de forma leve e sem sofrimento.

CONSUMISMO E COMPULSÃO

Quando chegou ao meu consultório, S. tinha dívidas com a administradora de quinze cartões de crédito, uma dívida com o banco três vezes maior que o seu salário mensal e seu comportamento já ameaçava seu emprego e sua vida conjugal. Estava fazendo uso de uma medicação antidepressiva e seu relato era: “eu preciso comprar algo todos os dias”. S. tinha menos de trinta anos e sua vida estava muito pior do que ela podia enxergar. Em sua casa, dentro de armários e gavetas havia roupas, maquiagem, perfumes, sapatos, bolsas e bijouterias que nunca haviam sido usadas, muitas ela escondia para que o marido não visse. Com o tempo fomos percebendo juntas que ela nutria uma grande frustração desde que o pai saiu de casa, e, desde então os comportamentos compulsivos começaram. A necessidade de comprar foi aumentando e ela passou a só se sentir bem quando comprava, porém, a sensação prazerosa durava cada vez menos.
Desde os anos 80 quando os shoppings passaram a ser sinônimo de passeio e bem estar, houve um aumento progressivo do hábito de comprar. A psiquiatra Maria Beatriz Barbosa Silva lançou recentemente um excelente livro que descreve a compulsão por comprar, uma doença que apesar de ainda não ter sido classificada, já tem sido diagnosticada e tratada por colegas meus e por psiquiatras.
O consumo compulsivo, também chamado de oniomania está relacionado a transtornos do impulso, no qual também se enquadram jogadores patológicos, dependentes de internet e pessoas que sofrem de amor patológico. A doença é desencadeada por questões emocionais não percebidas pelo indivíduo ou mesmo percebidas e vistas como frustrantes e negativas.  Comprar serve como descarga para essas emoções. O problema começa porque o alívio é imediato, porém pouco duradouro e dessa forma, a necessidade de repetir o ato se torna cada vez maior – muito parecido com o que ocorre com dependentes químicos. O prazer no momento da compra é muito alto, mas passa a partir do momento que se sai da loja. È muito comum compradores compulsivos relatarem que nem se lembram do que compraram, muitas vezes encontram sacolas “perdidas” em casa, cujas mercadorias nunca foram sequer usadas, alguma ainda mantém a etiqueta. O que um comprador compulsivo procura é a sensação de comprar, quando ele olha um produto na vitrine, passa a ser dependente dele, porém, o desejo intenso desaparece no ato da compra e, imediatamente, ele passa a desejar algo novo, que ainda não tem, e a esse algo ele liga seu bem estar, seu status – como se não pudesse viver sem aquilo. O padrão que se estabelece é um ciclo-vicioso interminável.
Acredita-se que três em cada cem brasileiros seja um comprador compulsivo e os prejuízos da doença são graves, pois afetam todos os departamentos da vida do indivíduo.  O número de compradores compulsivos aumentou tanto que já existe um grupo de apoio chamado DEVEDORES ANÔNIMOS. O grupo atua no Brasil desde 1997 e tem como base a proposta dos grupos norte-americanos e europeu.
O compulsivo por compras costuma negar o distúrbio, escondendo os prejuízos financeiros e compras de si mesmo, da família e amigos. Por isso, é importante estar atento ao seu  comportamento e ao de todas as pessoas a sua volta, visto que na maioria dos casos o paciente só busca ajuda quando já perdeu completamente o controle de sua vida.
Os sintomas abaixo podem sinalizar um comprador compulsivo, é importante ficar atento a eles:
- Preocupação excessiva em relação ao consumo e pensamentos constantes sobre compras;
- Perda da noção do tempo quando se está fazendo compras ou gasto maior de tempo do que o planejado inicialmente.
- Consumo para aliviar emoções ruins, se animar, revitalizar a autoestima, aliviar o estresse etc.
- Hábito de fazer compras sozinho para evitar a repreensão de pessoas próximas ao que se quer comprar.
- Críticas frequentes de familiares a seus hábitos de consumo e gastos.
A demora em reconhecer que possui um distúrbio pode ser uma das maiores dificuldades do tratamento, que geralmente é feito por meio de psicoterapia e em alguns casos uso de medicamentos que ajudam a controlar o humor, a ansiedade e a depressão. Antes de começar qualquer tratamento é importante buscar a ajuda de um profissional qualificado, que pode ser um psicólogo ou psiquiatra.

sábado, 13 de setembro de 2014

FILHOS, POLÍTICA E COMPORTAMENTO.
Porque a criação dos nossos filhos está intimamente ligada ao futuro do nosso país.
Política não é a especialidade dos psicólogos, comportamento humano sim. Então convido vocês a refletirem comigo sobre nós mesmos. Vou descrever comportamentos amplamente vistos na nossa cultura e que, se não modificados vão continuar gerando, entre outras consequências, a permanência do atual cenário político do nosso país.
Vejam a seguinte descrição do nosso povo, feita por ingleses que viveram aqui entre 1800 a 1900: "Povo alegre e simpático, mas extremamente preguiçoso e ignorante. Até o serviçal têm serviçais. Ninguém gosta de fazer um mínimo trabalho braçal". O trecho é de um livro que fala sobre a presença inglesa no Brasil colônia. Parece que temos passado essa cultura de pai para filho.
Criamos nossos filhos sem ensiná-los a tirar o prato da mesa, a ajudar nas atividades domésticas, a arrumar a própria cama. Impedimos que colaborem, deixamos de ensinar que cuidar de si e fazer sua parte no convívio familiar é regra e isso vai valer para quando ampliarem as relações. Ensinamos que não é preciso fazer nada; a roupa surge milagrosamente limpa na gaveta, a comida aparece em um passe de mágica pronta na mesa e os pratos se lavam sozinhos - sendo assim, quando eles crescem, continuam se fazendo de mortos e esperando que alguém faça as coisas para eles. Fabricamos futuros adultos preguiçosos e folgados. Somos mesmo um povo que busca serviçais para tudo, achamos lindo colocar gasolina no próprio carro quando estamos a passeio pelos Estados Unidos da América, mas aqui, não somos capazes nem de lavá-lo. Ensinamos aos pequenos, desde muito cedo, a expressar sinais de pertencer a uma classe social privilegiada e eles crescem se achando “a realeza”.
Enquanto cidadãos, achamos que o nosso tempo e o nosso espaço vale mais que o dos outros. Furamos fila, paramos nossos carros em locais proibidos. Não temos senso algum de coletividade. Achamos lindo andar de metrô no exterior, mas na nossa vida cotidiana, somos incapazes de andar de transporte público ou até mesmo de revezar as idas de carro ao trabalho com um companheiro. Vivemos para ostentar, para usufruir, e só. Brasileiros se mudam para casas enormes, cuja parte externa está linda e impecável, porém dentro delas, não há lustres nem conforto algum, estão inacabadas  -nossa preocupação é com o que o outro vê, mesmo que isso custe dormir em um quarto cujo chão ainda está no contrapiso.
Não seguimos as regras, nem tampouco as leis. Chegamos atrasados nos compromissos. Atendemos nossos clientes e pacientes com duas, três horas de atraso. Não separamos nem sequer o nosso lixo. Pagamos por benefícios, por exclusividades que deveriam ser nossos direitos. Expomos crianças de três anos ao que é uma roupa de grife e ensinamos a elas que as pessoas são melhores quando as usam. E pior, usamos réplicas de roupas e acessórios das referidas grifes na tentativa de mostrar que podemos comprar e pagar caro,  mesmo sabendo que são de péssima qualidade além de serem produto de trabalho escravo, infantil e que nenhum imposto é pago pelos “fabricantes” delas. Somos um povo puxa saco e bem pouco afetivo. Gostamos de quem tem, não de que é alguma coisa. Pensamos ser melhores que os outros, tudo tem que girar ao nosso redor e tudo tem que ser na hora em que queremos.
Não aceitamos restrição, só pensamos nos privilégios, criticamos com maestria os políticos do nosso país, mas oferecemos dinheiro ao garçom para que ele deixe o uísque da festa na nossa mesa. Isso é pagamento de propina, é corrupção, não é? Comportamentos assim são vistos e serão imitados por nossos filhos!
Furtamos roupão de hotel, copos de bares e qualquer coisa que esteja ao nosso alcance. Gostamos de tudo que é grátis, porém, não usamos o sistema único de saúde. Não gostamos de ler, nem de arte. Dividimos os locais onde frequentamos como se vivêssemos em castas indianas. Olhamos para os problemas sociais gravíssimos do nosso país com muita pena, muito pesar, mas só. Nosso mundo é outro e nada nos interessa se não pudermos tirar alguma vantagem - assim, deixamos de passar conceitos básicos de solidariedade, de convívio, de educação e de realidade aos nossos filhos.
Daqui a vinte anos, quem serão os responsáveis pela administração pública do nosso país? De nada adianta matricular seu filho na melhor escola do mundo se continuar agindo como se a luz amarela do semáforo fosse para avançar. De nada adianta esse inconformismo todo com a situação política do nosso país se nós continuarmos agindo como idiotas. Primeiro precisamos administrar nossa vida e nosso lar com honestidade, dignidade, bom senso, e acima de tudo, com caráter. Enquanto a ética, as leis e as regras só valerem para o outro ou para o nosso benefício, nada vai mudar.

sábado, 6 de setembro de 2014

TPM

“Mas é preciso ter força, é preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria, mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha, é preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania de ter fé na vida.”
(Maria, Maria – Milton Nascimento)

Me sinto na obrigação de escrever sobre Tensão Pré Menstrual. Não há como falar de gente, de sentimento, sem falar dela. Escreverei aos homens e ás mulheres, sem a preocupação de situá-los sobre questões bioquímicas referentes à bagunça que o estrógeno e a progesterona fazem no corpo das mulheres, até porque o estrago não é de todo ruim. Costumo dizer que os hormônios são os responsáveis pelo nosso movimento. Hormônio é vida.
A identificação da TPM se dá pelos sintomas abaixo:
Humor deprimido;
Raiva ou irritabilidade;
Dificuldade de concentração;
Falta de interesse pelo que se costuma gostar;
Aumento do apetite;
Insônia ou hipersonia;
Sensação de falta de controle sobre si mesmo;
Algum sintoma corporal (dores, inchaço, etc)

Durante o intervalo de 12 meses a mulher deverá ter apresentado na maioria dos ciclos pelo menos cinco dos sintomas acima.
O estado de Tensão Pré Menstrual quando agudo altera drasticamente o pensamento e o comportamento. Se eu pudesse dar uma sugestão do que fazer em dias assim eu diria: não se mexa e tome muita água. A água ajuda muito nas cólicas e no funcionamento do sistema linfático e isso faz com que a tempestade passe mais rapidamente; já o não se mexer é para evitar catástrofes. Tudo que você faz nesses dias, faz em um estado de semiconsciência. A sensação que se tem de si mesma, do mundo e dos outros é completamente distorcida. Em dias assim evite agir. Evite qualquer tipo de compra, evite qualquer mudança radical no salão de cabeleireiro, evite discutir todas as suas relações, evite exageros.
Vai passar.
Nós nos relacionamos com o mundo externo através de quatro canais: o nosso pensamento, o nosso sentimento, a nossa sensação e a nossa percepção. Os hormônios são um dos responsáveis pelo comando desses canais, pois influenciam os nossos cinco sentidos (audição, paladar, olfato, tato e visão) - responsáveis pela percepção e pela sensação e influenciam também outros setores da nossa mente - responsáveis pelo pensamento e pelo sentimento. Sendo assim, desequilíbrio hormonal significa desequilíbrio de todos os nossos canais de contato, seja com o mundo, com as outras pessoas ou conosco.
Ao olhar-se no espelho em dias de Tensão Pré Menstrual o que se vê é uma realidade distorcida, ao olhar para o mundo também. O que vem de fora chega impregnado, as palavras e os olhares dos outros são interpretados de forma ruim. A comida tem sabor diferente, os aromas causam náuseas e ouvir uma música pode levar aos prantos. Eu comparo a TPM a algo que vivia muito na minha infância: queimadura de sol. Quem nunca passou por Tensão Pré Menstrual pode entender um pouco ao se lembrar de como ficamos quando abusamos do sol. È um estado inflamatório, sensível. Ações simples como comer, dormir, conversar, trabalhar e tomar banho ficam difíceis nesses dias. Em estados de TPM ou de queimadura de sol – só de encostar dói!

Nem todos os estados de TPM são considerados graves, contudo é importante estarmos atentos. Existem formas de se controlar o desequilíbrio hormonal e para isso é imprescindível procurar seu ginecologista. Hábitos saudáveis (alimentação e atividade física) também ajudam muito e do ponto de vista psicológico a dica é essa: não aja. Tensão Pré Menstrual não é bobagem, não é frescura e por mais que os homens percebam, eles jamais vão sentir, pois não sofrem grande influência dos hormônios citados. Cabe a eles entender, aceitar, apoiar e sugerir a busca de um profissional caso a situação esteja difícil de controlar. A nós mulheres, cabem as palavras do Milton Nascimento: (...)nessa mistura de dor e alegria, ter, acima de tudo,  fé na vida. Vai passar.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

RESILIÊNCIA
Os resilientes são aquelas pessoas que passam por dificuldades, como todo mundo, só que a reação deles é diferente e por mais fortes e traumáticas que sejam as dificuldades, eles superam. O resiliente é aquele que, mesmo quando perde o emprego, morre o amigo, a esposa pede o divorcio, repete o ano na escola; ainda assim, ele continua lá, firme e forte, ele não se deixa derrubar.
E você se pergunta: “Como esse cara consegue?”. Ele consegue porque é resiliente.
Resiliência é um atributo da personalidade, que pode ser desenvolvido e que tem sido amplamente discutido.
Existem algumas formas de nos tornarmos mais resilientes e elas estão ligadas ao desenvolvimento e ao aprimoramento dos comportamentos abaixo.
1. Gerir as emoções
Conseguir manter a serenidade numa situação de stress e ainda potenciar os sinais das outras pessoas para reorientar o nosso comportamento visando a auto regulação. A pessoa resiliente domina as suas emoções ao invés de ser dominada por elas, para garantir o seu bem-estar e das pessoas que a rodeiam. Com este hábito você não se desgasta nem desgasta emocionalmente a família, os amigos, os colegas de trabalho, quando enfrenta momentos difíceis e de grande tensão.
2. Controlar os impulsos
Ter a capacidade de regular a intensidade dos seus impulsos no sistema nervoso para gerir melhor as emoções. Dessa forma, você opta se vai dar ênfase a uma dada emoção ou, pelo contrário, inibi-la se for mais vantajoso. Lembra-se de situações em que disse e fez coisas das quais se arrependeu logo no minuto seguinte? A ideia aqui é evitar que essas situações existam na sua vida pessoal e profissional.
3. Ser otimista
A pessoa resiliente acredita que é possível mudar para melhor e é capaz de controlar o destino da sua vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das suas mãos. Além de cultivar a esperança, esta pessoa desenvolve uma atitude mental positiva que se reflete na sua linguagem interior: "eu sou capaz", "eu vou conseguir", "eu já ultrapassei vários obstáculos, este será apenas mais um". Aproveite para responder a seguinte questão: Os seus pensamentos e linguagem interior são, na maior parte das vezes, positivos ou negativos?
4. Analisar o ambiente
Além de ser otimista, a pessoa resiliente procura descobrir as causas dos problemas e das adversidades para poder lidar melhor com as circunstâncias e evitar ficar em situação de risco. È o tipo de pessoa que tem os pés bem firmes na terra, mas vê luz ao fundo do túnel. Procure estar consciente do cenário atual para poder buscar com confiança o cenário desejado.
5. Ter empatia
A pessoa que consegue compreender as emoções e os sentimentos das outras pessoas desenvolve relações muito mais eficazes porque ajusta o seu comportamento, a atitude e até a sua linguagem. Por isso é que "colocar-se no lugar do outro" é meio caminho andado para conquistá-lo.
6. Ser autoeficaz
Perante as dificuldades e adversidades, a pessoa resiliente procura soluções e toma decisões tendo sempre em conta os seus objetivos. Aliás, a pessoa dotada de resiliência acredita que resolverá os seus próprios problemas através dos recursos que tem dentro de si mesma e dos que busca no exterior.
7. Alcançar pessoas
Ter a capacidade de se conectar a outras pessoas por forma a criar redes de apoio fortes também faz parte da resiliência. Repare que as pessoas que têm a sua área sócio-emocional mais desenvolvida acabam por ter mais possibilidades de ajuda em tempos difíceis. Não se esqueça: para ter amigos é necessário ser amigo.