sábado, 10 de maio de 2014

SER MÃE

Durante uma entrevista com os pais de um adolescente que havia sido encaminhado para diagnóstico e psicoterapia, a mãe me pergunta:
-Você tem filhos?
Sem que eu respondesse ela continuou:
-... porque só quem é mãe entende o que eu estou passando!
Eu recebi o título de psicóloga quinze anos antes de receber o de mãe, todavia, naquele momento eu entendi perfeitamente o que ela quis me dizer, e talvez só tenha entendido em sua plenitude porque tenho um filho.
A maternidade é, acima de tudo, um estado de vulnerabilidade constante. Freud e tantos outros teóricos desenvolveram toda sua linha de pensamento sobre o comportamento humano partindo da relação mãe e filho. Essa talvez seja a relação mais intensa entre dois seres humanos, porém não é feita só de “flores”. Além do amor em sua forma mais terna, um filho nos faz sentir culpa, medo e uma sensação constante de que erramos em algum momento. Mães erram sim, mas erram tentando acertar, por isso, perdoem-se. Em se tratando de seres humano, sem perdão não há relação.
A figura da mãe na vida de uma pessoa representa pontos cruciais na formação do ser humano, é a partir dos conceitos passados por ela que se desenvolverão habilidades na relação social, familiar, psicológico e até mesmo física. A mãe é o primeiro ponto de referência para nossa existência.

“O primeiro espelho da criatura humana é o rosto da mãe: A sua expressão, o seu olhar, a sua voz (...) é como se o bebe pensasse: Olho e sou visto, logo, existo!” (Winnicott).

Em comemoração ao Dia das Mães quero deixar meu aplauso (em pé) a todas as mães:
- Mães solteiras;
- Mães viúvas;
- Mães divorciadas;
- Mães casadas;
- Mães adotivas;
- Mães que trabalham fora e mães que ficam em casa cuidando dos filhos;
- Mães de um, mães de dois, mães de três, mães de quatro...;
- Mães que se cuidam além de cuidar dos filhos e mães que não conseguem se cuidar, mas cujos filhos estão sempre impecáveis;
- Mães que fizeram Parto Normal, mães que fizeram Cesárea e mães que tiveram parto natural (corajosas);
- Mães que amamentaram no peito e mães que não puderam amamentar;
- Mães que são pais, avós, tias, e amigas dos seus filhos;
- Mães que moram fora e longe dos entes queridos;
- Mães cujos filhos estão longe;
- Mães com filhos doentes e mães cujos filhos já se foram;
- Mães que tem mães para ajudá-las e mães que não tem ninguém por perto;

Mães são únicas, cada uma com suas limitações e todas vivem para ser e fazer o melhor possível.
Nenhuma mãe é melhor do que a outra – e ponto final!

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